sábado, 8 de outubro de 2011

Steve Jobs: gênio honorário dos games

Entenda melhor a influência e empreitadas da Apple no mundo dos vídeo-games.

 (Fonte da imagem: Apple)No último dia 5, um dos maiores gênio tecnológicos da nossa era perdeu uma longa batalha contra um câncer pancreático. Naturalmente, Qualquer um que hoje engordura freneticamente a tela de um lustroso iPhone 4 ou de um iPad sabe que não apenas o seu novo gadget, mas também todo um estilo de vida que veio com este, representam parte do enorme legado deixado por Steve Jobs.
Mas será que o símbolo maior da Apple poderia ser citado por seus méritos em relação à hoje multibilionária indústria de games? Afinal, é provavelmente bem sabido pela grande maioria dos adeptos às novidades tecnológicas que Jobs praticamente não se envolveu com o desenvolvimento direto de jogos eletrônicos. Ok, há o desenvolvimento do arcade Breakout (em conjunto com o cofundador da Apple, Steve Wozniak).
O que pouca gente sabe é que a Apple tentou, em meados dos anos 1990, entrar em um mercado de games dominado por SEGA e Nintendo. A empresa da maçã criou o Pippin, aparelho que era uma mistura de computador pessoal, console educacional e aparelho de video game.
 (Fonte da imagem: Divulgação/Apple)
A própria Apple não seria a fabricante do aparelho e queria que outras empresas assumissem sua produção, dando ao Pippin a cara e funções que desejasse. Com controles e teclados sem fio, o aparelho compartilhava jogos com os computadores da marca e chegou ao mercado pelas mãos da Bandai. No total, o Pippin recebeu 18 games e vendeu 50 mil unidades nos dois anos em que esteve nas prateleiras.
Entretanto, convém dar uma olhada no suporte construído indiretamente ao longo dos anos, tanto pela Apple, como por Steve Jobs diretamente. De fato, não é preciso um grande faro para perceber que tanto o estilo atual de desenvolvimento de jogos quanto o mercado associado ao entretenimento eletrônico devem seus formatos aos esforços e ao caráter visionário de Jobs e de sua indissociável empresa. Talvez o ano  de 1984 seja um bom começo.

Meus parabéns, há um computador no seu quarto!

Macintosh e a revolução da computação pessoal

Embora hoje pareça bastante natural que cada indivíduo com um mínimo de poder aquisitivo tenha seu próprio computador (ou unidade afim), naturalmente, isso nem sempre foi assim. De fato, se você hoje dá sentido a grande parte da sua existência distribuindo headshots em jogos de tiro online, é bom saber que isso se deve, ao menos em parte, ao caráter visionário de Steve Jobs.
 (Fonte da imagem: Divulgação/Apple)
O primeiro Macintosh foi lançado em 1984, e com ele era materializada a ideia de que seria possível contar com as facilidades da computação em ambiente doméstico. O Mac inaugural também foi o primeiro a substituir as abstratas linhas de comando por uma intuitiva interface gráfica... Acrescentando ainda um estranho periférico: o “mouse” — que não foi unanimemente bem recebido à época, diga-se de passagem.
Embora a Apple tenha passado por períodos um tanto conturbados nos anos seguintes, é provavelmente desnecessário reforçar o quão relevantes foram as estruturas inauguradas pelo primeiro Mac para o formato atual dos games.







Um bastião antipirataria

iTunes e um nova forma de comércio

A tremenda popularização do MP3 foi, possivelmente, a mudança mais dramática já experimentada pela indústria fonográfica desde que Beatles resolveram que gravar discos poderia ser mais interessante do que fazer shows. Afinal, provavelmente poucos, mesmo entre os mais moralistas, continuaram alegremente comprando CDs diante da possibilidade de conseguir qualquer música com uma rápida busca.
Mas o que parecia ser a mais completa e caótica anarquia acabou por ser incorporado em um novo formato de vendas, algo completamente sem precedentes. Sem qualquer exagero, pode-se dizer que o modelo de negócios inaugurado pelo iTunes ajudou a devolver o valor comercial às faixas que navegavam livremente pela internet, devolvendo a indústria fonográfica, ao menos em parte, à normalidade.
Embora, novamente, um advento de Jobs não envolvesse diretamente a indústria de jogos, é fácil observar que o sistema de pagamento rápido e fácil por conteúdos para download popularizado pelo iTunes acabou por pautar, direta ou indiretamente, todo o comércio digital de jogos atual.

Poderoso e popular

iPhone, o seu primeiro celular com poder real de fogo

Qualquer um que encarasse os jogos para celular desenvolvidos durante boa parte dos anos 90 possivelmente não acreditaria que o fenômeno atual da jogatina móvel seria possível. Afinal, boa parte da experiência à época resumia-se a fazer com que uma cobrinha ganhasse mais e mais pedaços em uma tela, podendo existir ainda uma pequena variação do Tetris original. Mas era isso.
Mas o iPhone original mudaria radicalmente esse cenário. A popularização absurda do smartphone da Apple fez pela telefonia móvel o que a Nintendo fez pelos consoles: levou novos formatos de jogos a um público não necessariamente hardcore.










De fato, qualquer prognóstico minimamente razoável pode prever a queda inevitável dos consoles dedicados à jogabilidade portátil por algo que é, ao mesmo tempo, multifunção e baseado em uma forma de comércio extremamente simples e convidativa — tanto para consumidores quanto para desenvolvedores


Um epitáfio poderia trazer...

Referências da indústria comentam a morte de Steve Jobs

Após o anúncio da morte de Steve Jobs, várias figuras proeminentes da indústria de tecnologia, de forma geral, e dos games, em particular, resolveram deixar sua homenagem ao gênio maior da Apple. Confira algumas mensagens abaixo (conforme veiculado pelo USA Today):
“Steve e eu nos encontramos pela primeira vez há uns 30 anos, e fomos colegas, competidores e amigos durante o curso de mais da metade de nossas vidas. O mundo raramente vê alguém que causa um impacto tão profundo quanto Steve causou, e os efeitos serão sentidos pelas gerações vindouras. Para aqueles entre nós sortudos o suficiente para trabalhar com ele, foi uma enorme honra. Eu vou sentir imensamente a falta de Steve.” (Bill Gates, presidente da Microsoft)








“Steve avisou para ‘encontrarmos o que amamos’. Ele achou o que amava, e mudou todo o nosso mundo fazendo isso. A sua paixão uniu tantas pessoas talentosas para focar em inovações, em qualidade, em usabilidade. O verdadeiro legado de Steve não está apenas nos produtos, mas na sua visão que guiou a Apple para o futuro.” (Michael Capps, presidente da Epic Games)
“Steve Jobs. Um grande, grande homem. Há um buraco no coração de cada geek nesta noite... Não tenho o meu coração quebrado pela morte de uma celebridade desde John Lennon.” (Ken Levine, “chefão” da Irrational Games)
“Steve foi único. Para muitos de nós que trabalham com tecnologia e entretenimento, Steve foi um novo tipo de herói que lidera com movimentos grandes, arrojados e que não busca menos do que a perfeição. Ele é o melhor modelo para um líder que aspira ser grande.” (John Riccitiello, CEO da Electronic Arts)
 (Fonte da imagem: Unitechy)
Por fim, as criações de Steve Jobs, parecem, de fato, não se resumir a aparelho onerosos pelos quais boa parte das pessoas torra suas economias. Com suas criações, o gênio maior da Apple parece ter fornecido não apenas novos formatos, mas também um exemplo de inspiração capaz de prever e ditar tendências em igual medida. Para além dos games e da própria tecnologia






















sexta-feira, 29 de julho de 2011

Você sabia que o seu computador é melhor que o da NASA?

Com clock de apenas 1,4 MHz e 1 MB de memória interna, o computador utilizado nos ônibus espaciais é mais lento até do que o seu celular
A nova geração de GPC pesa cerca de 29 quilos (Fonte da imagem: NASA)
Quem assiste a toda a imponência dos ônibus espaciais em uma base de lançamento talvez não acredite que aquele “monstro” tem um cérebro tão pequeno. Mas é verdade: o computador usado para monitorar os sensores da aeronave tem desempenho muito inferior a qualquer PC moderno.
O Computador de Propósito Geral (GPC) é uma máquina presente possui apenas 1 MB de memória interna e opera a uma velocidade de 1,4 milhões de instruções por segundo, ou seja, possui clock de 1,4 MHz. Por incrível que pareça, antes de 1991, quando o GPC passou por seu último upgrade, essas configurações eram ainda menores.
E por mais que pareçam poucas, essas especificações são mais do que o suficiente para que ele seja não apenas o cérebro dos ônibus espaciais, mas também o coração deles. Esses computadores são responsáveis pela leitura dos dados de inúmeros sensores e, com base nisso, determinam, por exemplo, como os motores devem operar durante o lançamento, qual é a elevação correta das asas para a terrisagem e quais propulsores devem ser acionados no espaço ao se encontrar com a Estação Espacial Internacional.
Além disso, os comandos executados pelos astronautas nunca são realizados diretamente, de maneira mecânica. Eles são enviados para o computador de bordo que, por sua vez, transmite os sinais necessários para que determinado mecanismo se movimente.
Como se pode imaginar, esses cálculos e operações não podem falhar. Uma fração de segundo sem o GPC poderia ser catastrófica, capaz de comprometer não apenas a missão, mas também a vida de seus tripulantes. E é nesse ponto que ele difere do computador que você está usando neste momento.

Estabilidade e resistência

GPC da nova geração ao lado dos antigos, à direita (Fonte da imagem: NASA)
Um ônibus espacial vibra muito mais do que os caminhões dirigidos diariamente nas estradas do país. O impacto dessas vibrações é tão grande que um desktop comum não seria capaz de operar nessas condições. Como se não bastasse, ao entrar em órbita, o computador também sofre efeitos da radiação filtrada pela atmosfera do nosso planeta.
Por isso, o GPC deve estar preparado para funcionar sem interrupção e dentro dessas condições. E os engenheiros da NASA sabem o que fazem. Nos últimos 12 anos, apenas três erros do GPC apareceram durante uma missão. Também faz 24 anos desde a última correção em órbita pela qual o computador precisou passar. Recentemente, os astronautas da missão STS-135, a última do ônibus espacial Atlantis, tiveram problemas com os computadores da nave. Mas isso não comprometeu as tarefas que deveriam desempenhar.
Esses computadores trabalham com um sistema de fallback, ou seja, há uma máquina pronta para entrar em ação, caso uma venha a falhar. No total, cinco GPCs controlam a nave. Quatro deles estão interconectados e trabalham em conjunto. A quinta máquina é a segurança final para os astronautas.

Não se mexe em time que está vencendo

O GPC é responsável por gerenciar os comandos enviados do cockpit (Fonte da imagem: NASA)
Quem reclama dos ciclos de atualização de alguns sistemas, como o Debian Linux, talvez não leve em conta o fator estabilidade e segurança: quanto menos atualizações, a mais testes e controle de qualidade são submetidos os softwares que estão sendo executados há anos. A mesma mentalidade é empregada no desenvolvimento do programa utilizado pelo GPC.
Antes de ser adotada na prática, uma modificação no sistema do GPC passa por uma bateria de nove meses de testes em simuladores. Depois, mais testes são realizados, durante seis meses, nos laboratórios da agência espacial. Só depois desse período, caso a mudança se mostre estável o suficiente, ela é adotada para uso no computador da nave.
O upgrade do hardware também custa a acontecer. As doze primeiras missões foram realizadas com GPCs ainda mais modestos, que funcionam a um terço da velocidade do GPC atual e com apenas 416 KB de memória interna. Além disso, pesavam o dobro do que essa nova geração. Depois da atualização de 1991, o computador passou a ocupar apenas uma caixa, em vez de duas.

Portáteis em órbita

Laptops são usados pelos astronautas para serviços não críticos (Fonte da imagem: NASA)
Em 1993, um laptop foi para o espaço, pela primeira vez, junto com a tripulação do ônibus espacial Endeavour, em uma missão para consertar o telescópio Hubble. Engenheiros trabalharam muito, durante anos, para poderem enviar esses laptops a bordo da STS-61.
Atualmente, os modelos usados pelos astronautas em órbita são os IBM ThinkPad A31p e 760XD. E, apesar de terem sido adaptados para a missão, eles ainda precisam passar por duas ou três trocas de memória quando estão no espaço, devido aos efeitos da radiação. Durante a missão para o reparo do Hubble, o número de trocas subiu para 30, já que o telescópio está a 240 quilômetros acima da Estação Espacial Internacional, ou seja, possui ainda menos proteção às partículas radioativas.
Obviamente, esses portáteis a bordo não são usados em situações críticas, como as que são tratadas pelo GPC. Os laptops servem para executar, por exemplo, simuladores de terrisagem, demonstrar informações geográficas da Terra, enviar e receber emails e, também, fornecer um editor de textos para os astronautas.
Essas máquinas também podem apresentar defeitos ao passarem pela Anomalia do Atlântico Sul, uma região do nosso planeta onde a intensidade da radiação é mais alta do que em qualquer outra.
Enquanto isso, os computadores que usamos, fabricados e operados dentro da Terra, não se cansam de nos irritar com telas azuis e mensagens de kernel panic. Pelo menos temos a felicidade de ganhar em desempenho e liberdade de uso, certo?


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sony Ericsson anuncia o lançamento de três novos aparelhos

Novidades têm focos em tipos diferentes de usuários. Dois dos aparelhos virão acompanhados do sistema operacional Android 2.3

A Sony Ericsson anunciou nesta quarta-feira (22 de junho), o lançamento de três novos dispositivos, dois deles acompanhados do sistema operacional Android 2.3 (Gingerbread). Os três aparelhos, conhecidos pelos nomes Xperia Ray, Xperia Active e Sony Ericsson txt, estará disponíveis para venda a partir do terceiro trimestre de 2011.
 (Fonte da imagem: Divulgação/Sony Ericsson)
O Xperia Ray combina elementos de design do Xperia X10 e do Xperia Arc e traz um menu redesenhado e aparência mais fina que os aparelhos que lhe servem de inspiração. Com somente 9,4 milímetros de espessura e 100 gramas de peso, a novidade conta com câmera de 8,1 Megapixel e tela de 3,3 polegadas com resolução 854 x480 pixels. O aparelho estará disponível em quatro cores, com preço aproximado de US$ 470.

Xperia Active

O Xperia Active foi desenvolvido com foco nos usuários que costumam praticar esportes. O dispositivo conta com uma tela de 3 polegadas (com resolução 320 x 480) resistente a riscos que, segundo a fabricante, é capaz de operar de forma precisa mesmo utilizando dedos suados. O dispositivo também possui resistência à água, além de ser construído em material que evita o acúmulo de poeira.
 (Fonte da imagem: Divulgação/Sony Ericsson)
O aparelho também possui GPS integrado, conectividade Bluetooth e um barômetro interno, além de uma faixa para braços que permite uma maior estabilidade durante a prática de corridas. O preço do Active não foi divulgado, mas a Sony Ericsson garante que ele será inferior ao do Xperia Ray.

Xperia txt

O Sony Ericsson txt é um aparelho mais simples, e único que não dispõe do sistema operacional Android, tendo como objetivo permitir o acesso rápido a redes sociais e sites de relacionamento. O dispositivo possui tela de 2,6 polegadas, teclado QWERTY físico e um botão de atalho para o envio de mensagens SMS.
 (Fonte da imagem: Divulgação/Sony Ericsson)
O aparelho também acompanha aplicativos que permitem verificar as atualizações publicadas por até cinco amigos no Twitter e no Facebook. O dispositivo, que não possui conectividade 3G, estará disponível em quatro cores, por um preço aproximado de US$ 150.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pioneer lança fones de ouvido que podem ser lavados

Chega de sujeira nos fones de ouvido. O Pioneer SE-CL331 pode ser lavado em água corrente sem correr risco de estragar.


 (Fonte da imagem: divulgação/Pionner)
Fones de ouvido geralmente sofrem com o desgaste natural e também com a sujeira que acaba sendo acumulada. Há algumas técnicas para a limpeza dos produtos, mas nem todo mundo consegue realizar o procedimento da maneira correta, o que pode causar danos irreversíveis ao equipamento. A Pioneer está prestes a acabar com isso, com o fone lavável SE-CL331.
E quando dizemos “lavável”, estamos realmente dizendo que eles podem ser lavados com água. O cordão de 1,2 metros e as pontas de silicone (que podem ser trocadas rapidamente) podem mergulhar em profundidades de até 1 metro sem oferecer riscos de dano ao funcionamento dos fones. Todo o mecanismo é isolado com borracha, filtros de malha, aço inoxidável e parte interna reforçada.
Por enquanto os fones Pioneer SE-CL331 ainda não podem ser encontrados no Brasil. Em lojas virtuais do Japão (como a AudioCubes) já está à venda por preços que giram em torno dos 59 dólares (mais custos de envio), disponível em três cores diferentes: azul, branco e rosa.


sábado, 14 de maio de 2011

Instalar memória RAM de modelos e marcas diferentes pode estragar o PC?

Saiba por que não é aconselhável usar memórias RAM com especificações divergentes.


A memória RAM é responsável pelo armazenamento temporário dos dados, enquanto o processador realiza os cálculos e tarefas demandadas pelos comandos do usuário, sendo fundamental para o desempenho do computador. Clique aqui para saber mais especificidades sobre esse componente.
Na hora de instalar os módulos de memória, muitos usuários ficam em dúvida se utilizar marcas e modelos diferentes pode danificar algum componente, comprometendo o funcionamento do PC. Para esclarecer essa indagação, nós explicamos por que não é aconselhável usar memórias com especificações muito discrepantes.

Incompatibilidades

Instalar memórias RAM que sejam de marcas diferentes não é motivo para grandes preocupações. O problema se dá ao utilizar módulos com configurações muito diferentes. É importante deixar bem claro que o computador não corre risco de estragar apenas ao instalar módulos diferentes. Todavia, ele pode apresentar falhas e mau funcionamento ao longo do tempo, devido às incompatibilidades entre as memórias e a placa-mãe ou entre os próprios módulos.

Falta de atenção!

O primeiro erro seria tentar utilizar uma memória com tecnologia diferente da usada pela placa-mãe. Por exemplo, colocar um módulo DDR em um slot DDR3 (clique aqui para aprofundar seus conhecimentos sobre essas tecnologias). Mesmo que o usuário consiga encaixar a memória RAM no slot da placa, ela não se comunicará com os outros componentes do computador, tornando-se inútil.

Em uma analogia, seria como forçar uma pessoa a se comunicar em um idioma que ela desconhece. O equívoco não é comum, mas pode acontecer por falta de atenção. Portanto, confira qual a tecnologia empregada pela placa-mãe do seu PC antes de comprar os módulos de memória.

Nivelando por baixo

A frequência é um fator que ocasiona incompatibilidade entre as memórias RAM. Digamos que você já tenha uma memória RAM de 667 MHz no computador, mas resolve aumentar a velocidade da máquina adicionando um módulo com 1066 MHz.
Objetivo alcançado, certo? Não necessariamente, pois o desempenho máximo não será explorado. Isso porque o PC tende a equiparar frequências diferentes pelo valor mais baixo. No caso acima, o segundo pente de memória trabalhará em 667 MHz em vez dos 1066 MHz que tem de capacidade.
Em outra perspectiva, acrescentar um módulo de memória com frequência inferior à que você já utiliza ocasionará a redução da velocidade na transferência de dados. Portanto, manter a mesma frequência entre as memórias RAM é primordial para que você usufrua de todo o potencial do seu computador.

Latência e tensão

A latência da memória RAM indica quantos pulsos de clock ela precisa para retornar um dado solicitado pelo processador. O parâmetro básico desse quesito é conhecido como CAS Latency (Latência do CAS ou simplesmente CL). Um módulo que tenha CL igual a 4 leva quatro ciclos para reenviar o pacote de bits demandado pelochipset.
Quanto menor o valor da latência do CAS da memória, menor será a necessidade de pulsos do clock e menor será o tempo de devolução dos dados. No caso de módulos com CL discrepantes, a máquina pode sofrer com a dessincronização de dados – já que um módulo entregará os pacotes de bits antes que o outro.
O sistema equipara-os pelo maior valor. Com isso, você também acaba perdendo desempenho do computador, pois a memória com menor latência será obrigada a operar em taxas maiores. Vale lembrar que a latência de uma memória RAM possui outros parâmetros, como o RAS to CAS Delay, o RAS Precharge, o Active to Precharge Delay e o Command Rate. Porém, esses valores seguem uma tendência do CAS Latency.

A tensão é o fator com menor impacto na compatibilidade de hardware, já que a maioria dos módulos produzidos atualmente trabalha com as mesmas taxas de voltagem. Entretanto, não custa nada conferir esse valor ao adquirir um novo componente. Assim, manter a mesma latência e tensão garante o melhor desempenho do PC.

Em duplas

Se a sua placa-mãe oferece a tecnologia Dual Channel, na hora de adicionar uma nova memória RAM a atenção deve ser redobrada. Antes de saber o porquê desse cuidado a mais, você precisa conhecer um pouco esse recurso.
O Dual Channel, ou duplo canal, permite que o processador comunique-se com dois módulos de memória ao mesmo tempo, fornecendo suporte dobrado para a transferência dos dados. É essencial ressaltar que essa tecnologia só é habilitada com dois pentes instalados, caso contrário a placa-mãe com Dual Channel terá o desempenho de um modelo comum.
Devido a essa restrição de funcionamento, se os módulos de memória utilizados forem diferentes, o sistema apresentará inconsistências no processamento de dados, podendo ocasionar o travamento de softwares e a instabilidade de hardwares – fazendo com que a máquina reinicie constantemente.

Quer saber mais detalhes dobre a tecnologia de duplo canal? Então não deixe de ler o artigo “O que é a tecnologia Dual Channel?”.

O que devo fazer?

Instalar memórias RAM de diferentes marcas oferece riscos irrelevantes ao PC, desde que tenham a mesma configuração. Usar módulos com especificações discrepantes não significa que sua máquina estragará assim que eles forem adicionados. Apesar de apresentar algumas irregularidades de execução, o computador funciona e o sistema operacional é carregado – exceto em casos de extrema incompatibilidade.
Porém, ao longo do tempo, esses componentes podem apresentar problemas. A constante operação fora dos padrões de fábrica pode levar ao desgaste excessivo das memórias, reduzindo suas vidas úteis. Portanto, a melhor escolha é optar por módulos de memória que tenham a mesma tecnologia de funcionamento (DDR, DDR2 e DDR3, por exemplo), frequência, latência e tensão.
Antes de comprar pentes de memória RAM, procure informar-se sobre essas especificações no manual da placa-mãe e dos módulos já instalados. Dessa forma, você evita que seu investimento seja consumido em um menor tempo, além de usufruir do máximo de desempenho que o computador tem a oferecer. Saiba mais em “Memória RAM: como escolher a melhor para o computador?”.
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Você já passou por alguma situação das descritas? Conhece mais alguma dica para assegurar um bom funcionamento das memórias RAM? Deixe seu comentário e compartilhe suas experiências com os outros leitores do Flaviotechnology.